Oct 05
a arte de ser freguês
o de sempre, por favor Todo sábado, 9:10am. A porta abre, o sino toca, entra um cheiro de chuva junto com ele. Casaco verde. Mochila surrada. Jornal dobrado debaixo do braço. Ele não olha o cardápio. Ele acena. E antes dele chegar no balcão, o flat white já tá saindo da máquina. Eu já vi essa cena umas trezentas vezes. Dos dois lados do balcão. E demorei pra entender o que ela tem de esquisito: nada ali foi otimizado. Ele não escolheu o melhor café da cidade. Ele escolheu o café dele. Eu...
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